O LabKit foi desenvolvido para apoiar a resolução criativa de problemas com foco nas pessoas. Fundamentado no Design Thinking, abordagem colaborativa e orientada ao experimento, o nosso Toolkit reúne dinâmicas práticas que ajudam a entender as reais necessidades, redefinir desafios e construir novas soluções para produtos, serviços e processos administrativos.

Organizadas a partir das etapas do método aplicado pelo LabNit, as ferramentas podem ser usadas de forma estruturada ou independente, conforme a necessidade do projeto. São instrumentos simples e aplicáveis ao dia a dia, pensados para estimular a colaboração, ampliar perspectivas e transformar ideias em soluções testáveis.

IMERSÃO

Olhar o problema de perto

DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

Descobrir o que resolver

IDEAÇÃO

Descobrir a solução certa

PROTOTIPAÇÃO

Desenvolver a solução

TESTE E VALIDAÇÃO

Teste e entrega da solução

A etapa de Imersão é o momento de aprofundar a compreensão sobre o desafio antes de propor soluções. Nela, estudamos o projeto, analisamos dados, realizamos entrevistas e pesquisas e coletamos diferentes percepções dos envolvidos. O foco é entender o contexto de forma ampla, identificar necessidades reais e mapear oportunidades com base em evidências. Os objetivos são:

  • Compreender o contexto e os limites do projeto
  • Identificar necessidades, dores e expectativas dos usuários
  • Levantar dados e evidências relevantes

Ferramentas:

Ferramenta de representação visual de ideias de um projeto e utilizada como inspiração. Pode ser feita com imagens ou textos e se utiliza de soluções inovadoras de outras áreas.

Como usar:

  • Monte um quadro branco na sua plataforma de preferência (Figma, Miro, Canva).
  • Procure por inspirações para o seu problema (exemplo: se você está refazendo um painel de Power BI, procure por bons usos de painéis de Power BI).
  • Tire prints dos exemplos e cole no quadro branco.

Ferramenta de identificação de pontos positivos e negativos do projeto. É uma versão reduzida da Matriz SWOT/Matriz FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas, Ameaças).

Como usar:

  • Em post-its ou numa folha em branco, escreva todos os vícios do projeto em questão que você conseguir pensar. Por vícios, entenda fraquezas, ameaças ou problemas.
  • Em post-its ou numa folha em branco, escreva todas as virtudes do projeto em questão que você conseguir pensar. Por virtudes, entenda força, oportunidades ou vantagens.
  • Agrupe-os.

Foi pensada para ser utilizada junto com a ferramenta “Laranjas e maçãs”.

Ferramenta para organizar e priorizar informações durante a resolução de problemas. Ela ajuda a distinguir entre o que já se sabe com certeza, o que são hipóteses que precisam ser validadas e o que ainda é incerto.

Como usar:

  • Em post-its, escreva as certezas, as suposições e as dúvidas, dedicando 1 post-it por item (ex.: 1 certeza = 1 post-it)
  • Faça um mural (on-line ou em cartolina) e divida-o em três, um para Certeza, um para Suposição, um para Dúvida.
  • Agrupe os post-its em seus respectivos grupos.
  • Procure por consensos entre os participantes da dinâmica. Isso vai ajudar na execução do projeto. Se a maioria identificar uma mesma certeza ou tiver uma mesa dúvida, certamente esse é o ponto de partida do projeto.

Etapa seguinte à dinâmica de Vícios e Virtudades. Seu objetivo é agrupar vícios e virtudes semelhantes de modo a estabelecer consensos.

Como usar:

  • Agrupe os posts-its de vício e virtudes por temas, formando blocos (laranjas, maçãs, bananas etc.)
  • Cada participante ganha 2 “alfinetes” (ícone visual que lembre um alfinete), um para vício e um para virtude.
  • Participantes votam com os alfinetes no principal vício e a na principal virtude.

Foi pensada para ser utilizada junto com a ferramenta “Vícios e virtudes”.

Ferramenta de pesquisa de projetos similares para inspiração. Similar à Pesquisa de Mesa e ao Benchmarking, mas feita de forma reduzida e geralmente com o celular.

Como usar:

  • Utilizando o celular (ou o computador, caso seja feito de forma on-line), procure exemplos de produtos que lidem com o projeto em questão.
  • Neste momento, o foco é na quantidade e não tanto na qualidade.
  • Salve fotos dos exemplos de produto e coloque num board de sua escolha (Canva, Miro, Mural).

A etapa de Definição do Problema é o momento de dar foco ao desafio. Nela, discutimos causas e possíveis caminhos de solução, analisamos os aprendizados da imersão e, se necessário, redefinimos o problema inicial. O objetivo é chegar a uma formulação clara e estratégica, que delimite o alvo do projeto e oriente as próximas etapas com direcionamento e propósito. Os objetivos são:

  • Analisar causas e aprofundar a compreensão do desafio
  • Redefinir o problema com base em evidências
  • Delimitar o foco e o alvo do projeto
  • Alinhar a equipe em torno de um direcionamento comum
  • Compreender o contexto e os limites do projeto
  • Identificar necessidades, dores e expectativas dos usuários
  • Levantar dados e evidências relevantes

Ferramentas:

Ops… ainda não temos ferramentas para esta etapa.

A etapa de Ideação é o momento de ampliar possibilidades. Nela, realizamos reuniões colaborativas, promovemos brainstorms, construímos mapas e exploramos diferentes caminhos para enfrentar o desafio definido. O foco está na geração de ideias diversas, sem julgamentos, estimulando a criatividade e a construção coletiva de alternativas inovadoras. Os objetivos são:

  • Gerar múltiplas ideias e possibilidades de solução
  • Estimular a criatividade e a colaboração
  • Explorar diferentes perspectivas e abordagens
  • Selecionar propostas com maior potencial para desenvolvimento

Ferramentas:

Ferramenta de rascunho com o objetivo de idealizar a solução. É feita em quatro atividades sequenciais: Notas, Ideias, 8 Muito Louco e Esboço.

Como usar:

  • A atividade é feita toda em papel A4 e caneta.
  • Notas: anote qualquer informação que lhe possa ser útil (vício, virtude, problema definido, exemplos do moodboard).
  • Ideias: nesta fase, o participante faz um brainstorm sozinho. Qualquer ideia que possa ser desenvolvida deve ser escrita aqui.
  • 8 Muito Louco: o participante dobra um papel A4 três vezes seguidas, gerando 8 quadradinhos. Em cada quadradinho o participante desenvolve uma ideia.
  • Esboço: desenhe uma solução detalhada. Ela não precisa ser bonita, mas precisa demonstrar o funcionamento básico da solução.

Ferramenta de escolha das melhores ideias. É feita em até cinco atividades que vão afunilando as melhores propostas a serem prototipadas: Museu, Mapa de Calor, Comentários Rápidos, Enquete e Super Decisão (opcional).

Como usar:

  • Museu: os esboços da Hora de Rascunhar são expostos, sem identificação dos autores.
  • Mapa de Calor: cada participante recebe três adesivos para marcar as ideias mais interessantes.
  • Comentários Rápidos: as ideias mais votadas são rotuladas com breves explicações do que agradou ou foi feito.
  • Enquete: cada participante vota em dois esboços, podendo votar no próprio, contanto que escolha outro.
  • Super decisão: usada se não houver consenso na Enquete; um participante previamente definido escolhe o esboço a ser prototipado.

A etapa de Prototipação é o momento de transformar ideias em algo concreto. Nela, estruturamos o diagrama da solução e desenvolvemos um Produto Mínimo Viável (MVP), permitindo visualizar, experimentar e refinar a proposta antes de sua implementação completa. O foco é testar de forma ágil, aprender com os ajustes e evoluir a solução com base em evidências práticas. Os objetivos são:

  • Estruturar visualmente a solução proposta
  • Desenvolver um MVP para experimentação
  • Testar hipóteses de forma rápida e econômica
  • Identificar melhorias e ajustes antes da implementação

Ferramentas:

Ops… ainda não temos ferramentas para esta etapa.

A etapa de Teste e Validação é o momento de colocar a solução à prova. Nela, testamos o protótipo em contexto real ou simulado, coletamos feedback dos usuários e realizamos os ajustes para aprimorar a proposta. Ao final dos ajustes, apresentamos os resultados ao cliente, garantindo que a solução esteja validada e alinhada às necessidades identificadas. Os objetivos são:

  • Aplicar o protótipo em situação real ou controlada
  • Coletar feedbacks e evidências de desempenho
  • Ajustar a solução com base nos aprendizados
  • Apresentar resultados e validar o projeto junto ao cliente

Ferramentas:

Ferramenta usada como guia para a condução de uma entrevista qualitativa. O objetivo do roteiro é verificar com perguntas abertas o desempenho do protótipo feito na etapa anterior.

Como usar:

  • Crie o roteiro em algum editor de texto ou em papel e caneta.
  • Defina o que você quer investigar. Pergunte sobre as suas principais dúvidas e suposições que foram colocadas em prática no protótipo.
  • As perguntas devem ser abertas e não gerar viéses. Exemplos: “O que você acha desta página?”, “Como você se sente ao ver esta imagem?”
  • Ordene as perguntas dos pontos mais gerais aos mais específicos.
  • Se possível, teste o roteiro com algum colega antes de começar a etapa de entrevistas.

Etapa seguinte à elaboração do roteiro. É a condução das entrevistas com usuários para verificar o desempenho do protótipo.

Como usar:

  • Recomenda-se duas pessoas para a dinâmica: uma conduz a entrevista e a outra anota as respostas.
  • O ideal é testar com 3 a 5 usuários.
  • Antes de iniciar, apresente a equipe e explique brevemente o que está sendo feito — não é necessário detalhar todo o projeto.
  • Para quem conduz: use o roteiro como guia, mas permita que o usuário explore outras partes do protótipo. Fique confortável com o silêncio e com o tempo dele.
  • Para quem anota: preste atenção nas palavras usadas e na linguagem corporal, observando sinais de confusão ou entusiasmo ao interagir com o protótipo.

Etapa seguinte à entrevista. O objetivo é tirar os principais consensos das entrevistas e decidir o que fazer com o protótipo (prosseguir, modificar ou descartar)

Como usar:

  • No Canva, Figma ou Miro, crie quatro quadros: 1) Citações, 2) Cluster, 3) Insights e 4) Ideias.
  1. Citações: selecione as 5 principais falas de cada entrevista, destacando o que mais chamou atenção do usuário ao testar o protótipo.
  2. Cluster: agrupe as citações por temas e nomeie-os (ex.: falas sobre layout ficam no tema “Layout”).
  3. Insights: resuma cada tema em uma frase interpretativa (ex.: dificuldades visuais com o layout).
  4. Ideias: para cada insight, defina uma ação do time. Se for positivo, pode ser algo como “essa mudança funcionou”.